sexta-feira, 21 de maio de 2010

Uma Virada mais que Cultural



“Um Fenômeno da diversidade de Cultural”. Assim definimos o que foi a Virada Cultural que se passou no último final de semana (15 e 16/05) na cidade de São Paulo. Com dezenas de palcos espalhados pelo centro da cidade, além de diversos eventos ocorrendo na periferia dentro dos CEUs. Na programação do evento que reuniu mais de 4 milhões de pessoas, era possível encontrar atrações que partiam do Pop Rock de Zélia Duncan até à música cigana de Sidney Magal, passando pela malandragem do Samba carioca do Dicró.



Devido essa grande diversidade de ritmos e estilos, o evento atraiu pessoas com os mais diversos gostos. Um exemplo foi próximo à Sta Efigênia que estava instalado um palco alternativo que às 22h estava ocorrendo uma performance de uma transformista que imitava a Cantora norte-americana Beyoncé, o show era assistido por um grupo de jovens do movivento Hip Hop e também por um grupo de roqueiros.
Subindo um pouco mais, uma passeata brilhava no meio da noite: empunhando seus sabres de luz, Darth Vader seguido de vários outros personagens de Star Wars, andavam em direção à Praça Roosevelt, chegando em meio a uma apresentação onde cantores cantavam em japonês para a multidão dos nerds as músicas de animes populares.
Essas foram cenas que mostraram o quão diversificado foi o evento. O mais interessante, positivamente falando, é que não ocorreu nenhum conflito de grupos ou “tribos”.

Além das atrações com local fixo, alguns artistas de rua também se apresentaram. Dentre os mais interessantes estão um grupo de dança e música indígena e um simpático anjo que interagia e tirava fotos com os visitantes.

O evento prova o quanto a cultura é um fator determinante para que a sociedade possa evoluir e viver em harmonia. Quando se pôde imaginar que seria possível andar tranqüilamente pelas ruas do centro de São Paulo durante a madrugada.

Na praça da República às 23h do dia 15 se passava “O Show do Simonal”, uma intrepretação das músicas de Wilson Simonal, feita por seus filhos, Max de Castro e Wilson Simoninha. Uma das músicas mais aclamadas foi “Meu Limão, Meu Limoeiro”, que foi cantada por todos, era explêndido ver uma senhora de aproximadamente uns 60 anos, de um lado e do outro, um jovem pai, com seus 25 anos e sua filha, próxima aos 5 anos, cantando a canção entusiasmados. A música tomou conta da praça da República ao ponto de conseguir fazer todos dançarem.

A Virada Cultural é inspirada na Nuit Blanche, um evento que ocorre em Paris. Hoje já faz parte do calendário oficial de eventos da cidade e podemos arriscar em falar que já faz parte do calendário turístico do estado e país, uma vez que foram feitas mais de 380 mil reservas nos hotéis da cidade.

Quem esteve presente na Virada, pôde ver quanto o evento foi um momento onde as pessoas eram o que elas realmente são. Diferente do ambiente formal que é a cidade de São Paulo no dia-a-dia, as pessoas deixaram seus ternos, sapatos e saias em casa e colocaram seus coturnos, chapéis, correntes, etc e sairam dançando, cantando, pulando ao som de seus estilos preferidos.

E você? O que viu de interessante na Virada Cultural?

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